Na última postagem defendi a posição de que a brasileira Paula Oliveira foi atacada na Suiça, mas as últimas notícias, enfim, esclarecem o que aconteceu.
Para a tristeza de todos os brasileiros, e desespero daqueles que ainda acreditam na humanidade, Paula Oliveira confessou ter se auto-multilado e inventado a gravides.
Uma vergonha para todos nós...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Os eternos colonizadores
Na última semana, o caso da brasileira agredida na Suiça foi o grande assunto da mídia.
Logo nos primeiros dias depois do acontecimento a mídia brasileira estava solidária com o caso, falando de crime neonazista, entrevistando o Secretário dos Direitos Humanos, indignada com o tratamento dado no primeiro mundo.
Mas no decorrer da semana o tratamento foi mudando. Depois das declarações de peritos, da polícia, e da mídia suiça afirmando que a própria advogada brasileira tinha se auto-multilado e inventado uma gravidez, a nossa imprensa viajou nesse mesmo barco e passou a tratar esse crime como uma "suposta agreção".
Esse caso é um bom exemplo da relação colonizadores x colonizados que ainda existe no mundo. A Suiça, um país rico, com a criminalidade quase zero, com pessoas civilizadas, não pode deixar que o mundo todo saiba que lá existe jovens preconceituosos, agressivos, que ainda perpetuam em suas mentes a doentia idéia da raça superior. Por isso é preciso desmoralizar a gentinha lá de baixo, que vai pra Europa e ainda arruma confusão, e pra isso vale até artigo no jornal dizendo que no Brasil é comum as mulheres inventarem gravidez para garantir marido.
É pra pior ainda mais a diplomacia entre os países, o líder do Partido para o Povo Suiço, dono das siglas SVP que foram riscados no corpo da advogada, disse que o presidente Lula deveria pedir desculpas pelas declarações.
Isso tudo é um grande absurdo, uma insanidade que, se a mídia brasileira não se posicionar, vai perpetuar para o mundo.
Logo nos primeiros dias depois do acontecimento a mídia brasileira estava solidária com o caso, falando de crime neonazista, entrevistando o Secretário dos Direitos Humanos, indignada com o tratamento dado no primeiro mundo.
Mas no decorrer da semana o tratamento foi mudando. Depois das declarações de peritos, da polícia, e da mídia suiça afirmando que a própria advogada brasileira tinha se auto-multilado e inventado uma gravidez, a nossa imprensa viajou nesse mesmo barco e passou a tratar esse crime como uma "suposta agreção".
Esse caso é um bom exemplo da relação colonizadores x colonizados que ainda existe no mundo. A Suiça, um país rico, com a criminalidade quase zero, com pessoas civilizadas, não pode deixar que o mundo todo saiba que lá existe jovens preconceituosos, agressivos, que ainda perpetuam em suas mentes a doentia idéia da raça superior. Por isso é preciso desmoralizar a gentinha lá de baixo, que vai pra Europa e ainda arruma confusão, e pra isso vale até artigo no jornal dizendo que no Brasil é comum as mulheres inventarem gravidez para garantir marido.
É pra pior ainda mais a diplomacia entre os países, o líder do Partido para o Povo Suiço, dono das siglas SVP que foram riscados no corpo da advogada, disse que o presidente Lula deveria pedir desculpas pelas declarações.
Isso tudo é um grande absurdo, uma insanidade que, se a mídia brasileira não se posicionar, vai perpetuar para o mundo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Despedida do Mino
Uma notícia me marcou a noite de ontem. Durante o jantar de aniversário da minha sogra o André disse: "Você viu que o Mino Carta parou de escrever?" Fiquei chocada com a notícia, sem entender direito.
Quando cheguei em casa liguei o computador e li o post de despedida (www.blogdomino.com.br), logo no começo do texto ele escreve: "Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também sobre o jornalismo."
E pelas justificativas apresentadas no texto, é a situação do Brasil de hoje, a decepção com o governo Lula, e a opção do Brasil em considerar Battisti como refugiado político, que o levaram a desistir no jornalismo.
Duas semanas atrás tive a oportunidade de conhecer Mino Carta pessoalmente, fui entrevistá-lo para uma matéria que estou fazendo para a Caros Amigos. Naquela mais de uma hora de conversa ouvi relatos da história moderna do Brasil pela boca de um de seus protagonistas.
Uma das perguntas que fiz foi sobre a situação da grande mídia hoje, e quais as perspectivas dele pro futuro, ele me respondeu categoricamente que para se obter mudanças "só com muito sangue na calçada." Mas esse é um processo duro e a longo prazo.
Enquanto não alcançamos tal objetivo, eu acredito que o papel desempenhado pela imprensa independente é fundamental. É o contra-ponto a informação dominante, a brecha do pensamento crítico.
Mino Carta tem seus motivos pra ter tomado essa decisão, só que mais uma vez a sociedade sai prejudicada por ter perdido uma de suas melhores cabeças.
Quando cheguei em casa liguei o computador e li o post de despedida (www.blogdomino.com.br), logo no começo do texto ele escreve: "Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também sobre o jornalismo."
E pelas justificativas apresentadas no texto, é a situação do Brasil de hoje, a decepção com o governo Lula, e a opção do Brasil em considerar Battisti como refugiado político, que o levaram a desistir no jornalismo.
Duas semanas atrás tive a oportunidade de conhecer Mino Carta pessoalmente, fui entrevistá-lo para uma matéria que estou fazendo para a Caros Amigos. Naquela mais de uma hora de conversa ouvi relatos da história moderna do Brasil pela boca de um de seus protagonistas.
Uma das perguntas que fiz foi sobre a situação da grande mídia hoje, e quais as perspectivas dele pro futuro, ele me respondeu categoricamente que para se obter mudanças "só com muito sangue na calçada." Mas esse é um processo duro e a longo prazo.
Enquanto não alcançamos tal objetivo, eu acredito que o papel desempenhado pela imprensa independente é fundamental. É o contra-ponto a informação dominante, a brecha do pensamento crítico.
Mino Carta tem seus motivos pra ter tomado essa decisão, só que mais uma vez a sociedade sai prejudicada por ter perdido uma de suas melhores cabeças.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Vale o ingresso...

A boa divulgação e os comentários empolgados dos amigos me levaram á uma das salas do Espaço Unibanco para assistir "A troca", novo filme de Clint Eastwood, estrelado por Angelina Jolie.
As primeiras cenas monótonas do filme me fizeram pensar que ia ser tudo uma grande decepção, mas com o decorrer da história as emoções vão se misturando. Em quase duas horas pude sentir raiva da Angelina Jolie, com aquele tom de voa mole em meio a situações terríveis, fiquei puta com as instituições e como elas servem apenas para manipular a vida das pessoas, e fiquei enjoada com que o homem pode fazer.
É um daqueles filmes que você sai mal do cinema, ainda mais sabendo que ele foi baseado em fatos reais. Vale o dinheiro do ingresso, vale ainda mais as reflexões.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"Chelsea Hotel", Antonio Berni, 1977Tive a oportunidade de ver essa pintura pessoalmente em maio de 2008, ela faz parte do acervo permanente do Malba - Museu de Arte Latina-Americana de Buenos Aires.
Esse museu é gênial, tem Frida Kahlo, Diego Rivera, Tarsila do Amaral (o Abapurú também é do acervo), Di Cavalcanti, e mais uma variedade de artistas incríveis.
Eu não conhceia nada do Berni e fiquei encantada com tudo que vi dele, ilustrações, esculturas, e principalmente as pinturas, que misturam a tinta com a colagem. Nessa tela, por exemplo, a cortina e as meias são colagem.
Passeio inesquecível!!!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Tristes Cenas...
http://www.dailymotion.com/video/x7wcea_ca-fait-mal-au-coeur-gaza-palastin_news
O link é de um vídeo gravado minutos depois da explosão de uma bomba na Faixa de Gaza. As cenas são terríveis, tristes, fortes...
No ano de 2009, o mínimo que poderíamos exigir dos homens é a racionalidade, e é justamente ela que falta nos dias de hoje.
Não sou a favor da violência, nem quando o assunto é revolução, mas depois desses ataques desleiais e assimétricos que Israel está promovendo contra os Palestinos eu não posso tirar a razão daqueles colocam uma bomba no seu próprio corpo como forma de protesto e resistência.
O que Israel está fazendo é um genocídio.
O link é de um vídeo gravado minutos depois da explosão de uma bomba na Faixa de Gaza. As cenas são terríveis, tristes, fortes...
No ano de 2009, o mínimo que poderíamos exigir dos homens é a racionalidade, e é justamente ela que falta nos dias de hoje.
Não sou a favor da violência, nem quando o assunto é revolução, mas depois desses ataques desleiais e assimétricos que Israel está promovendo contra os Palestinos eu não posso tirar a razão daqueles colocam uma bomba no seu próprio corpo como forma de protesto e resistência.
O que Israel está fazendo é um genocídio.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
2009...
Passada a euforia do final do ano tudo volta ao normal. Cada um de volta a rotina, e o fim do primeiro dia de trabalho já é cansativo demais. Colocar as coisas em ordem depois de 10 dias totalmente despreocupados é um pouco alucinante, quando me dei conta estava fazendo dez coisas ao mesmo tempo e não tinha chegado a lugar nenhum....sem problemas, tenho mais 36o dias pra dar um jeito nisso.O ano passado terminou bem, na Ilha do Mel, Paraná. Pra mim, paulistana nata, trancafiada nas armações de concreto da cidade, a natureza emociona. Com direito a ver golfinho e tudo. Momento de total desintoxicação da mente, livre de tv, de internet, buzina, trânsito, gente reclamando....só espaço pras pessoas queridas e pro Dom Casmurro, livro que depois de 7 anos (caraca, já faz tudo isso que sai da oitava série!) voltei a ler.O meu nível de alienação com o mundo fora da ilha era tanto que só na sexta-feira a noite, quando cheguei em São Paulo, que fiquei sabendo dos conflitos lá na faixa de Gaza. Mais de 500 mortos, Israel invadindo por terra. É inexplicável o poder auto-destrutivo do homem, ainda mais sabendo que esse conflito dura mais de 2 mil anos, e o motivo é santo.
Assinar:
Postagens (Atom)
